A transição energética é um tema frequente nas discussões sobre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. No Brasil, que é um país com vasto potencial em fontes renováveis, essa transição traz oportunidades únicas de liderar o movimento rumo a uma matriz energética mais limpa e eficiente.
Aqui neste artigo, você vai entender melhor o conceito de transição energética, seus objetivos e impactos nos cenários nacional e mundial.
O que é transição energética?
A transição energética é o processo de mudança do atual modelo de produção e consumo de energia, predominantemente baseado em combustíveis fósseis, para um sistema sustentado por fontes renováveis e de baixo carbono.
Essa transformação busca diversificar as fontes de energia, promover a eficiência energética, reduzir as emissões de gases do efeito estufa e minimizar os impacto ambientais causados pela geração e pelo uso de energia.
Qual o objetivo da transição energética?
O principal objetivo da transição energética é mitigar as mudanças climáticas. Um marco para essa transição é o Acordo de Paris, um tratado adotado em 2015 por 195 países, que visa limitar o aumento da temperatura global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais — e com esforços para restringi-lo a 1,5°C.
Para alcançar essa meta, os países se comprometeram a reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, especialmente aquelas provenientes da queima de combustíveis fósseis.
Como é o processo de transição energética?
A transição energética envolve uma série de ações que promovem:
- descarbonização: substituição de fontes de energia baseadas em carbono por alternativas renováveis, como solar, eólica e biomassa;
- eficiência energética: implementação de tecnologias e práticas que reduzem o consumo de energia sem comprometer a produtividade;
- eletrificação: conversão de processos e sistemas que utilizam combustíveis fósseis para eletricidade — especialmente quando ela é gerada por fontes limpas;
- inovação tecnológica: desenvolvimento de novas tecnologias que facilitam a integração de energias renováveis nos processos produtivos;
- políticas públicas: criação de regulamentações e estímulos econômicos que favorecem investimentos em energia limpa e desestimulam o uso de combustíveis fósseis.
O papel da transição energética na matriz brasileira
O Brasil já tem uma matriz energética considerada relativamente limpa, com grande participação de fontes renováveis, que já representam mais de 49% da energia utilizada no país. No entanto, a transição energética continua sendo importante para fortalecer essa posição e enfrentar desafios como o aumento da demanda por energia e a necessidade de reduzir ainda mais as emissões de carbono.
Em 2024, o Brasil atraiu US$ 37 bilhões em investimentos para a transição energética, o que o consolidou como o sétimo maior destino global de recursos com esse fim. Esses investimentos foram impulsionados, principalmente, pelos setores de energia solar, eólica e veículos elétricos.
Simulador do Mercado Livre de Energia
Mas, apesar dos avanços, ainda há desafios. Questões como instabilidade do câmbio, regras que dificultam investimentos e falta de opções de financiamento mais acessíveis acabam atrapalhando o avanço. E superar esses obstáculos é essencial para que o país consiga usar melhor as suas fontes renováveis e alcançar as suas metas de sustentabilidade.
Panorama da transição energética no mundo
Globalmente falando, a transição energética tem evoluído em ritmos variados. Países asiáticos, como China, Índia, Coreia do Sul e Japão, se destacam pela redução do uso de combustíveis fósseis e pela produção de energia limpa. A Coreia do Sul, por exemplo, conseguiu reduzir a geração de eletricidade a partir de combustíveis fósseis em 15%, enquanto a Índia registrou um aumento de 26% na produção de energia limpa em 2025, na comparação com o início de 2024.
Por outro lado, a Europa e os Estados Unidos enfrentam desafios por causa da alta demanda de energia elétrica e baixa produção de energia eólica. Essa discrepância mostra a importância de políticas consistentes e investimentos contínuos para garantir o progresso na transição energética e alcançar as metas estabelecidas por cada país.
Como acelerar a transição energética?
Para impulsionar a transição energética é preciso:
- investir em infraestrutura: desenvolver e modernizar redes de distribuição para integrar as fontes renováveis;
- apoiar a pesquisa e o desenvolvimento: incentivar inovações tecnológicas que tornem as energias mais limpas e eficientes;
- conscientizar: promover campanhas que informem a população sobre os benefícios da transição energética e incentivem práticas sustentáveis no dia a dia;
- fazer parcerias público privadas: fomentar a colaboração entre governo e empresas para implementar projetos de energia renovável;
- revisar subsídios: redirecionar subsídios de combustíveis fósseis para fontes de energia limpa para que elas se tornem mais competitivas.
A transição energética pode ajudar a reduzir as mudanças climáticas?
A transição energética tem um papel muito importante na mitigação das mudanças climáticas. Isso porque, ao reduzir a dependência de combustíveis fósseis e aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética, a emissão de gases do efeito estufa diminui — e eles são os principais responsáveis pelo aquecimento global.
Portanto, essa mudança contribui diretamente para o cumprimento das metas estabelecidas no Acordo de Paris e para a promoção de um futuro mais sustentável.
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